10.1.09

Celular (Cell)


Aproveitando o clima pós-apocalíptico que os posts sobre A Dança da Morte trouxeram, podemos falar do livro "Celular" (Cell), mas dessa vez não é um vírus que devasta o mundo, mas um evento que transforma grande parte do mundo em zumbis. Lançado em 2006 nos EUA, "Celular" possui um clima mais sombrio, triste e negativo se comparado à Dança da Morte.

O Pulso

O Pulso é como ficou conhecido o evento que transformou grande parte da população mundial em zumbis. No dia 1 de outubro, as 15h, todas as pessoas que estavam utilizando celulares voltaram as suas origens, tornaram-se selvagens e raivosas. Clayton Riddell, em Boston, longe de casa a trabalho, pretende reatar o casamento com sua esposa Sharon e voltar para casa, para seu filho Johnny, quando o Pulso acontece.

Os personagens

Além do já mencionado Clayton Ridell, temos o baixinho, careca e bigodudo Tom McCourt e uma menina de 15 anos que perdeu os pais no Pulso, chamada Alice. Além deles, mais tarde na história, entram personagens como o Diretor de um colégio, chamado Charles Ardai e um de seus alunos chamado Jordan. Mais adiante entram na história Dan Hartwick, Denise e Ray. O principal vilão da história é um zumbi apelidado de "Homem Esfragalhado".




Kashwak = Sem-Fo

Esta seção contém spoilers

Na minha opinião o livro é bom, mas não se compara a muitos outros livros de Stephen King. Diferente de "Dança da Morte", "Celular" não tem um lado religioso abrangente apesar de possuir eventos considerados paranormais, já que os zumbis são unidos por uma única mente que se comunica por telepatia. Um dos pontos negativos do livro é a falta de uma explicação para o Pulso (os personagens deduzem que foi algum ataque terrorista ou algum experimento fracassado). Outro ponto negativo é a falta de um final concreto. Clay parte em busca desesperada para encontrar seu filho e acaba o encontrando no final, mas como um zumbi. Numa última tentativa de reverter os efeitos do Pulso (explicada pelo garoto Jordan) em seu filho, o livro termina. Um dos pontos interessantes, na minha opinião, é a comparação do cérebro humano com computadores, que fica evidente no comportamento dos zumbis. Apesar de não ser um clássico de SK, o livro consegue prender o leitor até o final.

Um filme do livro está sendo produzido e tem data prevista de lançamento para esse ano e quem comprar o livro no Submarino ganha uma capa de celular escrito: "Você vai atender mesmo?"

Um comentário:

Vinicius disse...

cara nao entendi aquela data no fim do livro... to mto perdido