11.8.08

O Vírus da Estrada vai para o Norte


Esse conto, do livro "Tudo é eventual" se baseia na mesma idéia do livro Rose Madder: uma pintura que muda. Richard Kinell, escritor de romances de terror é fã de coisas exóticas e estranhas, coisas que outras pessoas não iam querer. Em uma "promoção de garagem", vendendo pequenas coisas velhas, Kinell se "apaixona" por um quadro: Um homem loiro sorrindo em um carro conversível seguindo em uma estrada. O título do quadro é "O vírus da estrada vai para o norte". A vendedora lhe explica que o quadro foi pintado por um garoto pertubado que queimou todos seus quadros menos esse e depois se suicidara. Após comprar o quadro, Kinell segue para casa, mas após uma parada na casa de sua tia Kinell percebe que o quadro mudou: O sorriso do motorista loiro está mais forte e mais maligno, agora é possível ver uma tatuagem em seu braço e o local aonde ele está mudou... é um local bem conhecido por Kinell, aonde ele tinha passado anteriormente. Após perceber que o quadro não era nada normal, Kinell o quebra e joga numa vala. Porém, ao chegar em casa, se depara com o quadro em sua parede (ele sempre volta, como um vírus) e agora a imagem é diferente: O carro está parado na garagem em que ele comprou o quadro com a senhora e ela está totalmente esquartejada no jardim. E o quadro vai seguindo para o norte... em direção a Kinell...
Uma curiosidade interessante sobre o conto é que SK realmente possui o quadro (obviamente ele não muda...ou muda?).
Esse conto rendeu dois curta-metragens (2004 e 2006) e uma história em quadrinhos para o livro "Secretary of Dreams" que é uma coletânea de contos de SK adaptadas para o gibi.

9.8.08

Links para a Wikipédia


Esse tópico é apenas para informar que atualizei a lista de livros no lado direito da página. Agora todos os livros possuem um link para suas respectivas páginas na Wikipédia em inglês. A escolha da Wikipédia em inglês deve-se ao fato de que a versão em português não possui todos os livros. Coloquei também uma nova enquete e meu e-mail de contato. Caso tiverem alguma idéia, opinião, quiserem falar bem ou falar mal podem me mandar e-mail.

8.8.08

A Teoria de L.T sobre animais de estimação


Após uma breve pausa, volto com os tópicos sobre os contos de "Tudo é Eventual". Esse conto (L.T's theory of Pets) conta a história de L.T (seu nome não é mencionado em momento algum) e sua esposa Lullebelle. L.T e Lullebelle viviam vidas normais até quando um resolveu dar um animal de estimação para o outro. Lullebelle deu um cachorro para L.T e algum tempo depois ele deu uma gata siamês para Lullebele. O problema é que a gata (Lucy) se apegou a L.T e o cachorro (Frank) se apegou a Lullebelle. A partir daí as brigas do casal começaram a ser constantes e todas por culpa dos animais. Um dia, L.T chegou em casa e havia um bilhete de sua esposa, dizendo que tinha saído de casa pois não aguentava mais L.T e Lucy. Alguns dias depois o carro de Lullebelle foi encontrado aberto na estrada com muito sangue no banco. O sangue, porém, não era humano... era de cachorro. Depois disso, Lullebelle nunca mais foi vista e não chegou na casa de sua mãe. Ela teria morrido? Ela que matou Frank? Teria sido um assassino chamado "Homem do Machado" que atacava aquela região com frequência? Foi tudo culpa dos animais? O conto termina deixando no ar diversos possíveis finais e não conta o que aconteceu com ela. King diz que é um de seus contos preferidos e segundo ele, esse conto mostra o quão "arrogante" pode ser dar um animal de estimação de presente para alguém.

4.8.08

A Torre Negra no South Park


Interrompendo os posts sobre o livro "Tudo é eventual" enquanto leio o próximo conto, resolvi divulgar um post de um blog que achei muito legal e divertido, chamado Scoops Mangum. O nome do tópico é "Child Roland to the South Park came", um trocadilho com o poema espanhol "Childe Roland to the Dark Tower came" no qual SK se inspirou para escrever a Torre Negra. O post mostra vários personagens da Torre Negra em versão South Park (criados no site Sp-studio). Seria bom você, leitor(a), ler o meu post com o blog aberto para poder ver as imagens. Vou descrever uma por uma na ordem:

1- Roland com uma cicatriz na testa e um cigarro, segurando uma rosa e sua pistola. Note que a pistola foi colocada erroneamente na mão que não possuia 2 dedos.
2- Walter das Sombras, o homem de preto, com seu sorriso malicioso e seu broche com um smile.
3- O Rei Rubro, com sua cara de louco e seus pomos de ouro, pronto para atacar Roland.
4- Mordred Deschain (filho de Roland e Mia) com suas patas de aranha e sua cara psicótica.
5- Padre Callahan com sua cicatriz em forma de cruz, segurando a estátua da Tartaruga Maturin e um revólver, pronto para exterminar (ou não) as aberrações no Restaurante Dixie Pig.
6- Rhea do Cöos, com cara de velha doentia e segurando a esfera rosa do Arco-Íris do Mago.
7- Um "homem baixo" no Dixie Pig, com um canivete e o buraco de sangue na cabeça que todos "homens baixos" possuíam.
8- Um vampiro no Dixie Pig.
9- Susannah Dean sem as pernas (obviamente) com uma pistola e um Oriza na mão.
10- Eddie Dean antes de ir para o Mundo Médio, completamente drogado e com uma seringa de heroína na mão.
11- Dinky Earnshaw (mencionado também no post anterior) com sua cara de adolescente cheio de espinhas.
12- Patrick Danville, o pintor, que salva Roland em seus últimos momentos antes da Torre.
13- Mordred Deschain ainda bebê e Walter morrendo.

Enfim, muito interessante e divertida a idéia de Tracy Mangum, criador do blog.

3.8.08

Tudo é Eventual


E lá vai mais um conto que possui elos com a Torre Negra (embora não diretos). "Tudo é Eventual" é o conto que dá nome ao livro. Dinky Earnshaw é um jovem de 19 anos que trabalha em um supermercado. Dinky é dotado de um dom diabólico que através de estranhos desenhos que só ele entende e de uma referência da pessoa (um telefone, nome, endereço, etc) ele consegue matar qualquer pessoa ou animal. Após provocar a morte proposital de um funcionário do supermercado que ele odiava, os dons de Dinky são notados pela Trans Corporation e ele é contatado por um homem chamado Sharpton que "recruta paranormais" (isso é explicado melhor no sétimo livro da Torre). A empresa dá uma casa a Dinky e a oportunidade de pedir tudo que quiser. Tudo que ele precisa fazer é usar um programa de computador e matar as pessoas em uma lista usando seu estranho dom de desenhar símbolos. A desculpa de Sharpton é que ele está matando terroristas, pessoas más, pessoas que provocam guerras, assassinos, etc. Dinky não vê oportunidade melhor e aceita o estranho emprego. O que Dinky percebe um bom tempo depois é que ele não está matando pessoas más e sim pessoas normais e boas.
Dinky Earnshaw é um dos personagens que aparecem no sétimo livro da Torre e a Trans Corporation é revelada como uma empresa vinculada ao Rei Rubro, cujo objetivo é destruir tudo de bom. Dinky estava na verdade matando pessoas boas que pretendiam fazer o mundo um lugar melhor (Dinky matou uma mulher que estava descobrindo a cura da AIDS, por exemplo). Dinky é um dos nomes que Roland honra ao chegar na Torre Negra.

2.8.08

As Irmãzinhas de Eluria


E seguimos com os contos de "Tudo é eventual". Provavelmente será meu conto preferido do livro (além de um dos maiores) por que é baseado na Torre Negra. Roland, em sua longa jornada atrás de Walter das Sombras, passa por um vilarejo chamado Eluria, já no deserto, mas antes de chegar na vastidão estéril encontrada no ínicio do primeiro livro da TN. Entrando em Eluria, Roland é atacado por um grupo de vagos mutantes (pessoas quase verdes com mutações na pele e com cérebro afetado por algum tipo de radiação) que o ferem gravemente. Roland acorda quase despido em suspenso por estranhas tiras em um tipo estranho de enfermaria com várias camas aonde ele consegue vê um jovem a seu lado e um velho mais adiante. O estranho de tudo isso é que ele sente estar flutuando, assim como vê os outros flutuando. Estranhas enfermeiras (As irmãzinhas de Eluria), com aparência de senhoras mas com um tipo de sombra na face e agem de forma sarcástica e vil, cuidam dos feridos ali. Apenas uma dentre elas, Jenna, é bem mais jovem e não age como as outras. Além do que já contei, não vou contar um resumo da história dessa vez. Vou destacar pontos interessantes nela:
- Apesar de Roland ter amado Susan mais que todas as coisas, no livro VI da Torre ele cita que Jenna foi a única mulher de valor pra ele depois de Susan.
- No livro I é dito que o cavalo de Roland havia morrido. No ínicio desse conto vemos como isso acontece.
- Pela primeira vez (que eu tenha visto ou que me lembre), King escreveu um conto com influências cristãs. E a figura do "Homem-Jesus" e sua religião tem um papel importante no conto. O fato de Roland ser salvo por um cachorro com uma cicatriz em forma de cruz (o qual ele chama de "cão-cruz") é uma dessas referências cristãs.
- As irmãzinhas de Eluria são enfermeiras. Os médicos são um grupo de insetos curadores que cicatrizam as pessoas (eles que as sustentam e parece que estão levitando). Esses insetos aparecem no livro VI da Torre também.
- As irmãzinhas (exceto Jenna) são vilões no conto e são na verdade vampiros, que se alimentam dos feridos. Elas se alimentam de fluídos humanos como sangue, água e sêmen (Ok, são senhoras bem nojentas).
- Como tudo na vida de Roland... ele termina sozinho. Jenna, já apaixonada por Roland, se "desfaz" no final, por que abre mão de se alimentar como um vampiro.
- Roland 'se apaixona' por um cacho do cabelo de Jenna que cai de sua touca de freira.
- No conto é mencionado que Roland ainda não é frio o bastante pra matar os vagos mutantes a sangue frio (antes de ser atacado). Ênfase no "ainda".

28.7.08

Na câmara da morte


O quinto conto de "Tudo é eventual" tem como personagem principal um ex-repórter do New York Times chamado Fletcher. Fletcher é levado para uma sala de interrogatório aonde há 4 pessoas: uma mulher, um gordo repórter famoso nas redes de televisão, um estranho homem careca chamado Heinz e um policial chamado Ramón. Fletcher é acusado de passar informações e ajudar um líder comunista muito influente. As 3 pessoas na mesa (os 3 mencionados anteriormente, menos Rámon) prometem que ele será libertado assim que o interrogatório terminar, embora Fletcher saiba que não sairá vivo da sala. Após algumas mentiras, o estranho Heinz começa a aplicar tortura, dando choques violentos em Fletcher. Com um plano inteligente e trágico (para as pessoas na sala), Fletcher consegue escapar da sala de interrogatório. O conto termina com Fletcher comprando cigarros em uma banca de jornal e aparentando um comportamento não muito normal. O conto me lembrou da ditadura brasileira. Segundo o comentário final de King, normalmente contos desse tipo terminam com um fim triste para o interrogado, mas ele quis escrever uma com um final feliz, com Fletcher conseguindo escapar... "por mais irreal que fosse", segundo suas próprias palavras.